Saúde

Ajude seu filho a dormir melhor

O sonho de todos os pais desde o nascimento dos bebês é que seus filhos durmam bem e, consequentemente, sejam crianças tranquilas e equilibradas. Frequentemente recebo no consultório pais angustiados que me perguntam o que fazer  quando, em vez disso, o bebê dá apenas cochilos rápidos, demonstrando sono inquieto e choros constantes. Resolver esse impasse é uma tarefa que requer dedicação e muito bom senso para analisar o cenário da vida do bebê e suas condições físicas e psicológicas.

Para um bebê dormir bem, ele precisa estar alimentado, não sentir incômodos como cólicas , frio ou calor e, especialmente, ter uma rotina capaz de dar a ele segurança e bem-estar. Além disso, bebês precisam de colo e carinho. Portanto, esqueça aqueles manuais sobre crianças disciplinadas que conseguem dormir como adultos. A única coisa que técnicas como as do livroNana Neném ensinam é como gerar crianças ansiosas e inseguras. Bebês saudáveis precisam ter referências de quem cuida deles e saber que há pessoas capazes de desvendar suas necessidades, mesmo que não consigam verbaliza-las. Precisam sentirem-se acolhidos.

Dito isso, voltemos ao desafio do bom sono. Se uma criança mama pouco ou tem qualquer dificuldade de adaptação com a fórmula infantil oferecida, não conseguirá dormir por mais de uma hora. Portanto, se seu filho não consegue seguir uma rotina constante de sono frequente e prolongado, comece avaliando a alimentação! É possível que ele não esteja mamando o suficiente e pegue no sono (por cansaço na sucção) antes da satisfação completa com a mamada.

Se ele toma uma das dezenas de fórmulas infantis disponíveis no mercado, fica mais fácil analisar a quantidade de leite ingerido. Entretanto,  a análise sobre as reações pós-mamadas requer um pouco mais de atenção. Comece se questionando sobre alguns aspectos: depois de tomar a mamadeira ele fica irritado? Ele gofa com frequência? Chora sem motivo aparente minutos depois de ingerir o leite? Essas são algumas perguntas que precisam ser respondidas e, em caso de resposta positiva para algumas delas, pode ser necessário mudar a fórmula oferecida para alguma que melhor se adapte ao seu filho.

Vencida a etapa da alimentação, é necessário avaliar as condições do quarto onde o bebê dorme. Alguns bebês sentem-se mais confortáveis em berços menores, onde possam ser tocados pelas almofadas e se sintam como no útero materno. Outros, entretanto, gostam de espaço. Avalie como seu filho aparenta sensação de maior conforto. Mude e troque a disposição das coisas até notar que ele ficou mais satisfeito. A luz do quarto deve ser baixa e o som ambiente escolhido co cautela, uma vez que alguns sons agitam mais do que relaxam as crianças.

O bebê precisa de rotina. Portanto, deve haver um horário fixo para iniciar os procedimentos para o sono, como o banho, a mamada e o balancinho na cadeira. Sempre no mesmo horário para que o organismo da criança se adapte e se condicione ao descanso e a rotina.

Muitos pais que chegam ao consultório reclamam das madrugadas em claro com as crianças. Alguns demoram a perceber que as horas necessárias para o sono do bebê foram utilizadas durante o dia e, portanto, não há mais necessidade biológica para mais descanso durante a noite. Lembre-se que até um ano de vida, os bebês devem dormir entre 12 e 16 horas. Os recém- nascidos, podem chegar a 17 horas. Para alcançar essas referências, conte as sonecas durante o dia, que podem ser duas de até duas horas, de forma a sobrar o saldo necessário para a noite.

E se mesmo com disciplina e muito carinho seu bebê continuar com dificuldades para emplacar um soninho duradouro, consulte um médico. Será preciso investigar possíveis alergias e até dificuldades respiratórias ou digestivas. Lembre-se: embora cada bebê tenha seus próprios hábitos e necessidades, o normal é dormir bem!

Cadastre-se e receba nosso conteúdo por e-mail

Talvez você também goste de:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *