Bebês

Etapas da fala: o que esperar em cada idade?

Por Láyra Santa Rosa

Uma das etapas mais esperadas após o nascimento do bebê é o desenvolvimento da fala. Uma fase deliciosa, mas que precisa ser vivenciado com paciência e sem comparações, uma vez que cada criança tem seu tempo. Segundo a fonoaudióloga Tanise Ramos, as primeiras palavras com significado surgem por volta de um ano. Mas, aos seis meses, as primeiras conexões já começam a se formar.  “O desenvolvimento da linguagem inicia desde o nascimento, no qual o recém-nascido expressa suas necessidades por meio do choro e responde aos estímulos com reações reflexas como o susto. Antes dos seis meses, o bebê começa com vocalizações e sons guturais, que são sons com a garganta. Entre o sexto e o oitavo mês eles começam com o balbucio, as sílabas repetidas e imitação da entonação da fala do outro”, conta.

Quando as crianças crescem um pouco mais, próximo aos 12 meses, começam a articular pelo menos quatro palavras. Aos 2 anos já conseguem formar pequenas palavras e geralmente possuem o vocabulário de 50 palavras. Aos 3 anos, o repertório aumenta para uma média de 200 palavras. “Cada criança se desenvolve em um tempo diferente, mas é importante ficar atento a grandes atrasos. Aos 18 meses, a criança deve falar em média 20 palavras. Já aos 3 anos, elas devem relatar fatos e quase tudo que falar deve sem compreensível.

Entre 4 e 5 anos, as crianças desenvolvem todos os fonemas como os adultos. O desenvolvimento do repertório deve evoluir bem a cada três meses. Se os pais não notarem evolução considerável, deve buscar auxílio de um especialista.

Por trás do atraso da fala podem estar problemas como de audição. Por isso é importante a atenção dos pais. As crianças que realizam o teste da orelhinha após o nascimento e não apresentam alteração devem, aos 3 ou 4 anos, realizar a triagem auditiva escolar, que consiste em uma avaliação mais completa. Os pais devem ficar atentos e solicitar o encaminhamento ao pediatra ou buscar orientação de um fonoaudiólogo”, completa.

Os adultos podem ajudar no desenvolvimento dessa habilidade por meio de conversas e gestos narrados, permitindo que a criança possa repetir o que é dito. A fonoaudióloga explica ainda que os pais devem dar significados as produções do vocabulário do bebê, nomear ações e objetos do dia a dia e, sempre que possível, submetê-lo a ambientes variados. “A família desempenha um papel extremamente importante no desenvolvimento cognitivo, motor e psicossocial do bebê. A constituição do sujeito é reflexo do meio em que esse bebê está inserido e dos estímulos a que estão expostos. É importante usar linguagem simples e clara para a idade, falar a pronúncia correta das palavras e de forma natural, falar de frente incentivando o bebê olhar para sua boca”, conta.

Ainda como dicas para esse período, Tanise Ramos orienta que os pais evitem euforia durante uso de novas palavras pelo bebê e aproveitem para explorar sentidos como audição, paladar, olfato, tátil e visual, fazendo uma grande brincadeira nessa fase. “É no brincar que a criança desenvolve grande parte de suas habilidades”, enfatiza.

A fonoaudióloga Tanise Ramos pontuou alguns estímulos que podem ajudar o desenvolvimento da fala. Confira:

*Estabelecer contato visual durante a amamentação e que esta ocorra em ambiente tranquilo;

*Conversar com o bebê, com toques e contato visual;

*Nomear as ações realizadas com o bebê e suas partes do corpo;

*Cantar músicas suaves, com sons altos, baixos, agudos, graves, suaves;

*Contar histórias;

*Reagir aos sons que o bebê produzir;

*Embalá-lo suavemente;

*Massagem corporal suave e breve.

 

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