Na escola

Como escolher a escola certa para seu filho

* Por Renata Cirqueira

Um dos maiores desafios dos pais nesta época do ano é acertar na escolha da escola para os filhos. Seja em busca de maior compatibilidade financeira com o orçamento familiar ou pelo desejo de mudar de método de ensino, a mudança traz incertezas para pais e filhos. Afinal, o que uma criança vive na escola vai influenciar diretamente a forma como ela vê o mundo e se coloca nele. Por isso, é preciso escolher com cautela e acompanhar a adaptação de perto.
Segundo a psicóloga infantil Nair Silveira, o mais importante nessa caminhada é sempre observar as crianças. Elas costumam dar sinais quando estão dispostas a enfrentar a mudança ou de como está a adaptação na nova escola. Alertas como o fato de desejar faltar às aulas, nunca querer ir às festas dos amigos ou não manter relacionamento com os colegas fora da escola são alguns dos sinais de que a criança não está adaptada e pode ser hora de mudar.
 “Vemos muitos pais ignorando a falta de disposição do filho para ir para a escola. Sempre lembramos que é importante o método de ensino, mas mais importante ainda é o prazer que a criança precisa sentir. E só é possível ter essa ideia se os pais tiverem acompanhado a vida escolar  dos filhos de perto e com atenção”, ressalta a psicóloga escolar, Flavia Malheiros.
Depois da decisão sobre mudar ou não, vem outro grande desafio: como escolher uma escola? O que é preciso levar em consideração para aumentar as chances de acerto?
Para ajudar os pais que enfrentam essas dúvidas, preparamos algumas dicas para ajudar na hora da escolha:
Opinião da criança
Ouça o que seu filho considera importante em uma escola. Pergunte se gosta dos amigos atuais, se gostaria de uma instituição que dê atenção ao esporte, se acha importante ter aulas em laboratórios ou se prefere um lugar menor.
Proximidade de casa e do trabalho
A qualidade de vida (dos pais e da criança) depende também da facilidade de ir e voltar da escola. É importante que ela seja próxima de casa ou do trabalho dos pais para evitar que o trânsito faça a criança ir embora muito depois das outras. Essa sensação de “abandono” pode causar prejuízos psicológicos consideráveis (mas esse é assunto para outra matéria).
Estrutura física
Uma escola deve ter a estrutura de acordo com os objetivos dos pais e da criança. Se seu filho gosta de ler, por exemplo, é bom procurar um lugar com biblioteca ou clube de leitura. Se a criança adora esportes e os pais concordam com seus benefícios, a escola deve ter boas opções de modalidade, quadras poliesportivas, professores qualificados etc.
Religião
Um quesito que é considerado por muitas famílias é a formação religiosa das crianças. É importante analisar qual a abordagem que a escola dará durante as aulas. Para pais mais liberais, por exemplo, instituições muito doutrinadoras podem não combinar com a educação de casa. Por outro lado, aulas de religião uma vez por semana podem não ser suficientes para uma família que valoriza muito a presença da igreja na educação dos filhos.
Padrão de vida das famílias
O padrão de vida dos outros alunos parece não ser um problema para alguns pais. Mas, a longo prazo, conviver com quem ter poder aquisitivo muito maior do que o da sua família pode despertar na criança alguns valores diferentes do que se espera e até frustração. Por isso, na medida do possível, tente escolher uma instituição onde os colegas do seu filho tenham realidade financeira semelhante à da sua família.
Horários
Tente eleger uma escola onde o horário de aula seja adequado ao expediente dos pais no trabalho. A convivência em família deve ser levada em consideração. Por exemplo: se for possível para a mãe ficar em casa pela manhã, uma escola onde a série da criança tenha opção apenas no período matutino pode não ser a melhor opção.
Visita da criança
Quando estiver em dúvida entre duas ou três escolas, leve a criança para visitar a instituição. Será possível descobrir onde ela se sentirá mais a vontade e feliz.

 

E tenha sempre em mente que nenhuma escolha precisa ser definitiva. Embora todos queiram colocar o filho numa escola para que ele fique até o segundo grau, nem sempre isso será possível. É preciso saber que muitas vezes é necessário mudar ainda nos primeiros meses de aula, simplesmente porque a criança não se adaptou como o esperado. Nesses casos, especialistas orientam a não insistir. Afinal, a criança deve sinalizar satisfação e entusiasmo com a escola. Se isso não ocorrer até o terceiro mês depois do inicio das aulas, pode ser um sinal de que será necessário enfrentar uma nova mudança.

 

Mais sobre o assunto: http://maadu.com.br/a-hora-certa-para-mudar-seu-filho-de-escola/

 

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