Amor

O pai não precisa ser coadjuvante!

Na maioria das famílias, a mãe assume instintivamente todas as funções mais importantes nos cuidados com os bebês, como trocar fralda, alimentar, brincar e acalentar durante os choros. A recompensa  disso é imediata: ela se torna o primeiro referencial para a criança de alguém capaz de interpretar suas necessidades e resolver os incômodos sem o uso da linguagem verbal. Claro que para isso contamos com o instinto maternal inexplicável e, principalmente, com um desejo enorme de confortar e tranquilizar aquele pequeno ser. Sim, amamos demais e temos certeza de que somos a única pessoa no mundo capaz de dar ao bebê o que ele precisa!

Nesse processo, acabamos empurrando o pai para o papel secundário. E ele, por comodismo ou por falta de ideia sobre como reverter a situação, vai ficando ali, esperando que o filho cresça para, finalmente, descobrir como ele é incrível e também tem suas qualidades.

Acontece que essas prerrogativas exclusivamente maternas só fazem sentido se estivermos falando do ventre, do parto e do leite materno, que são atributos maternos indiscutíveis. Fora elas, há uma porção de responsabilidades que o pai pode exercer com maestria, se estiver disposto a tomar para si um papel protagonista na criação dos filhos, desde seus primeiros meses. É trabalhoso, mas o amor e o carinho recebidos em troca valerão o esforço. Pode acreditar!

Se você é um desses pais em busca de espaço na relação com seu bebê, separamos algumas dicas do que você pode fazer para ganhar a confiança do seu pequeno desde já!

* Observe com atenção a forma como a mãe cuida do bebê para aprender alguns macetes, como a forma de acalmar e fazer carinho na hora de relaxar. Mas tente fazer suas próprias descobertas sobre as necessidades e preferências do bebê.

* Se o bebê chorar no seu colo, tente alguns truques antes de entregá-lo para a mãe com ar desesperado:

– Veja se a fralda está suja ou cheia demais. A umidade incomoda os pequenos tanto quanto o cocô.

– Sinta se a barriguinha está tensa ou enrijecida para saber se é cólica.

– Lave sua mão ( bem lavada!) e coloque o dedo na boca do bebê. Veja se ele suga (está com fome) ou usa como mordedor (está com o dentinho incomodando).

– Na hora de dormir, coloque uma fraldinha ou um travesseiro pequeno no lugar onde ele deitará para encostar a cabeça. Pense que é preciso improvisar a falta do seio materno e de um braço macio.

*Cuidado com a barba mal feita para não arranhar o rostinho sensível do bebê. Ele pode associar seus beijos ao incômodo de arranhões.

Se a fralda estiver suja, arrisque-se a trocá-la. E tente fazer isso sem a supervisão da mãe. Use seu raciocínio lógico para imaginar as fases da troca: lencinho ou algodão, pomada e só depois a fralda. 

*Dê banho algumas vezes na semana. Tente tornar o momento divertido, colocando brinquedinhos na banheira e cantando para ele. Se não souber músicas infantis, cante alguma que você goste.

*Tente criar um momento somente seu e do bebê. Passeios no jardim são um bom começo.

*Se ele já caminhar ou sentar, brinquem no chão. 

*Não se intimide com os comentários da mãe reclamando da sua forma de fazer as coisas. Nós, mulheres, sempre encontramos falhas nas pessoas que estão cuidando dos nossos pequenos, inclusive quando é o pai!

*Convença a mãe de que você ama o bebê tanto quanto ela e que, ao seu modo, também sabe cuidar. Com o tempo, ela ficará feliz em poder compartilhar esses momentos com você.  

* Lembre-se de que a fase mais importante da vida do seu filho é agora. E você faz parte dela tanto quanto a mãe. O bebê terá muito a ganhar com dois protagonistas cheios de amor a sua volta!

E, por fim, quando seu filho chorar querendo o seu colo ou abrir um largo sorriso só de olhar para você, pode se emocionar! Essa é uma das formas que ele encontra para dizer muito obrigado!

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